O projecto “Um Dia pela Vida” do Núcleo Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro encerra no próximo dia 8 de Outubro com um dia de actividades na Casa do Povo da Ribeirinha.
A partir das 10h30 começa a caminhada pela vida, decorrendo até à 1h00 de dia 9.
Ao longo do dia os visitantes poderão assistir a espectáculos de folclore, actuação de filarmónicas, conjuntos musicais, cantoria e velhas.
Pelas 19h00 terá lugar uma Missa campal e pelas 21h30 é a vez da cerimónia das luminárias com homenagem a sobreviventes e minuto de silêncio por aqueles de faleceram vítimas de cancro.
Para além disso, existirá um espaço dedicado a crianças com insufláveis, pintura corporal e um hospital dos pequeninos, onde cada criança leva o seu brinquedo para ser “avaliado” por supostos médicos de clínica geral, cirurgia, dentista e fisioterapia pretendendo-se “desmistificar o medo das crianças em relação a ir ao doutor”, venda de comida como filhoses e sopas do Espírito Santo, rastreio da glicemia e tensão arterial, demonstração de cães, artesanato e palestras sobre a doença
Este projecto teve início no verão tendo a Liga escolhido a Ribeirinha para a sua implementação nos Açores por ser uma freguesia “que se mobiliza muito bem para este tipo de causas”, refere Lisete Fernandes, uma das coordenadoras do Um Dia Pela Vida.
Aderiram ao projecto 17 equipas, cada uma formada por oito a 12 pessoas, com a condição de terem alguém pertencente à freguesia, sendo todas que vão participar na caminhada pela vida, evento que decorre durante todo o dia de encerramento, à volta de uma grande mesa simbolizando “o percurso de dor e luta contra a doença”.
Segundo a coordenadora, o objectivo é ainda chegar às 20 equipas, mas desde já congratula-se pela adesão que o projecto teve na freguesia “desde as senhoras do lar que estão a fazer uma colcha até ao Grupo de Jovens da Ribeirinha que compôs uma música para apresentar no dia 8”. Até agora já foram realizadas actividades tão díspares como tentas, noites de cinema e eventos desportivos.
O principal objectivo deste projecto, diz Lisete Fernandes, é a mobilização da comunidade para a causa da luta contra o cancro, mas a vertente da angariação de fundos assume também particular importância para um organismo que vive apenas dos peditórios.
A direcção da Liga acordou com cada equipa que em vez dos dez euros de inscrição para cada membro das equipas, cada uma comprometia-se a realizar uma actividade e, no final, entregar 100 euros ao organismo.
A responsável destaca o facto de, para além desse contributo, “todo o dinheiro recolhidos nas actividades já feitas tem sido entregue à Liga, um esforço muito meritório de todos os voluntários”, realçando a todos aqueles que se deslocarem à Casa do Povo da Ribeirinha no próximo dia 8 que a contribuição monetária é uma opção de cada um e que o importante é alertar para a problemática do cancro e de como menorizar o seu impacto nos doentes e suas famílias.
Voluntários precisam-se
“Um dia pela vida” nasceu nos Estados Unidos ideia de um cirurgião que pretendia angariar fundos para a sua clínica.
A Liga Portuguesa Contra o Cancro trouxe o conceito para Portugal em 2005, sendo a primeira vez que se realiza nos Açores.
Lisete Fernandes diz que para o ano a iniciativa deverá ter lugar numa freguesia da Praia da Vitória e para 2013 a ideia é levar o projecto a outra ilha do Arquipélago.
Actualmente, o Núcleo Açores da Liga tem quatro voluntárias inseridas no projecto Vencer e Viver de apoio a doentes com cancro da mama, através de apoio emocional desde o diagnóstico, visitas hospitalares para acompanhamento de doentes e aconselhamento na aquisição de próteses e outro material pós mastectomia.
O núcleo presta ainda atendimento na sua sede na Rua da Palha em Angra do Heroísmo.
Lisete Fernandes, que desempenha as funções de vogal da direcção, refere que nos últimos anos os peditórios levados a cabo tem resultado numa diminuição de fundos, mas que isso não tem impedido a realização das actividades habituais do Núcleo, como a gala do cancro da mama, em Outubro, referindo, no entanto, a necessidade em arranjar mais voluntários que permitam por de pé uma valência de apoio domiciliário.
FONTE: A União Online